POLÍTICA
Alto Uruguai vai às urnas: quem levará a voz da região?
   
Erechim na disputa: 7 meses para definir rumos no legislativo

Por Editor -
26/02/2026 18h32

Disputa estadual e federal mobiliza pré-candidatos do Alto Uruguai em busca de espaço no legislativo

Erechim – Faltando pouco mais de sete meses para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, mais de 150 milhões de brasileiros se preparam para definir os rumos do país. Em Erechim e na região do Alto Uruguai, no entanto, a pergunta que ecoa entre eleitores é: para que lado seguir? Com um cenário político fragmentado e a ausência histórica de representantes locais nas esferas estadual e federal, a população busca nomes que possam, enfim, ocupar esses espaços.

Enquanto o país escolherá presidente, governador, senador, deputados federais, estaduais e distritais – com eventual segundo turno em 25 de outubro –, a região enfrenta um desafio particular. Há tempos Erechim não elege um deputado estadual ou federal com raízes exclusivamente locais, uma lacuna que a atual legislatura não preencheu plenamente. A deputada estadual Nadine Anflor (PSD), que concorre à reeleição, representa o Alto Uruguai na Assembleia Legislativa, pois é natural de Getúlio Vargas, aonde residem seus familiares, embora sua base eleitoral se estenda por outras regiões. Já o deputado Paparico Bacchi (PL) , eleito em 2022 com votos da região Nordeste e também do Norte do estado, fixou residência em Erechim e agora tenta se consolidar como nome local na disputa por uma vaga no legislativo estadual.

A diversidade de pré-candidatos a deputado estadual reflete um espectro ideológico variado, mas também expõe a fragmentação das forças políticas na região. Pela direita, além de Paparico Bacchi (PL), surge Salmo Dias (União Progressista) de Nonoai . O centro é o campo mais povoado: Marcelo Arruda e Delegada Nadine (ambos do PSD), além de Fifo Parenti (MDB), disputam espaço. Na centro-esquerda, Gilmar Sossella (PDT) de Tapejara se apresenta como opção, enquanto Márcia Matté(PT) representaria a esquerda. Espera-se agora as convenções e outros nomes poderão surgir.

Para a Câmara Federal, o cenário é mais enxuto, mas igualmente polarizado. Três pré-candidatos foram identificados: pela esquerda, Adriana Tozzo(PT); pela direita, Rony Gabriel(PL) e Claudemir de Araújo(União Progressista). Até o momento, partidos de centro não lançaram candidatos federais na região, o que pode concentrar votos em outras legendas ou dispersar o eleitorado.

O peso do voto e o sistema eleitoral

Em outubro, os eleitores farão seis escolhas na urna eletrônica, na seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual (ou distrital), duas vagas para senador, governador e presidente. Para deputados, o sistema é proporcional: as 513 cadeiras federais e as 1.035 estaduais são distribuídas entre partidos e federações conforme a votação total, sendo preenchidas pelos candidatos mais votados de cada legenda.

Já para o Senado, a disputa é majoritária simples: os dois candidatos mais votados em cada unidade da federação conquistam as 54 cadeiras em jogo (dois terços do total de 81). O mandato é de oito anos. Governadores e presidentes precisam de maioria absoluta dos votos válidos para vencer no primeiro turno; caso contrário, a decisão vai para o segundo turno entre os dois mais votados.

Expectativa e conscientização

A região do Alto Uruguai vive um momento de expectativa. A ausência de representantes locais no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa é sentida em demandas estruturais e no repasse de recursos. Com a proximidade das eleições, cresce o movimento de conscientização sobre a importância do voto consciente e da participação popular.

O pleito de 2026 não definirá apenas os próximos ocupantes dos cargos majoritários, mas também a composição das casas legislativas – espaços fundamentais para a articulação de políticas públicas e emendas que podem beneficiar diretamente municípios como Erechim e cidades vizinhas.

Análise e Cenário Regional

Todos os nomes de pré-candidatos por Erechim e região são fortes e, desde o ano passado, já começaram a trabalhar a campanha. Resta agora aos eleitores fazer a sua parte. A região do Alto Uruguai possui mais de 182 mil eleitores, mas sabe-se que nem todos esses votos irão para os candidatos da nossa cidade ou região, sem contar o número de votos em branco, nulos e as abstenções. A dúvida sobre para que lado seguir, que hoje permeia conversas de eleitores, tende a se transformar em escolhas concretas nas urnas, em um processo que exige informação, análise de propostas e compromisso com o futuro da região.

Logo virão as convenções partidárias, e então vamos entrar na reta final desse importante páreo. Viva a democracia!


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