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SAÚDE |
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Pesquisa da URI avalia qualidade de vida no câncer de próstata |
O mestrando Alison Roberto Castanho, do Programa de Atenção Integral à Saúde (PPGAIS) URI Erechim, apresentou no dia 23 de abril sua dissertação de mestrado que analisou a qualidade de vida de pacientes com câncer de próstata submetidos à terapia hormonal. A orientação da pesquisa foi da professora Helissara Silveira Diefenthaeler e coorientada pelo professor Itamar Luís Gonçalves. Participaram da banca avaliadora os professores Siomara Regina Hahn (UPF); Christiane de Fátima Colet (UNIJUÍ) e Arnaldo Nogaro (URI Erechim).
Para entender os impactos, os pesquisadores realizaram um estudo com 50 pacientes durante os primeiros 90 dias de tratamento com análogo de GnRH, medicamento utilizado para reduzir a ação dos hormônios que estimulam o crescimento do tumor. O objetivo foi avaliar a qualidade de vida destes pacientes após o início do tratamento.
Os resultados da pesquisa mostraram que, de forma geral, os pacientes mantiveram uma boa percepção sobre seu estado de saúde. Entre os aspectos positivos, foi observada melhora dos sintomas urinários, indicando benefício clínico do tratamento. Em contrapartida, também foram identificados efeitos colaterais como calorões, cansaço, dor, insônia e diminuição da libido, que podem interferir no bem-estar e na rotina dos pacientes. O aspecto emocional foi uma das áreas mais afetadas, evidenciando que o tratamento do câncer de próstata vai além dos efeitos físicos e pode repercutir também na saúde mental e na qualidade de vida. Além disso, os exames laboratoriais mostraram redução dos níveis de PSA e testosterona após 90 dias, resultado compatível com a ação esperada da terapia hormonal no organismo.
Segundo a professora Helissara, orientadora desta pesquisa, os achados reforçam a importância de um cuidado em saúde mais integral e humanizado, que considere não apenas o controle da doença, mas também o acompanhamento dos efeitos adversos e o suporte físico e emocional aos pacientes ao longo do tratamento.
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