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SEGURANÇA |
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RS: 50 casos diários de ataques de abelhas em 2026 |
| Calor aumenta ataques de abelhas veja como se prevenir |
CBMRS dá dicas de como evitar a presença destes insetos que, mesmo indispensáveis para o meio ambiente, podem representar riscos à saúde
Abelhas e marimbondos têm sido insetos que, nesta época do ano, com o calor e as chuvas, têm causado certo incômodo aos gaúchos, com a multiplicação de ocorrências relacionadas a ataques. Indispensáveis para o equilíbrio ambiental, ambos possuem ferrões que podem inclusive matar. Os números de ocorrências confirmam o problema.
Em 2026, até a última quarta-feira, houve 393 ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBMRS), média de mais de 56 por dia somente nesta primeira semana do ano. No ano passado, houve 14.032, e em 2024, 8.154. Fatos recentes também mostram que a questão não está restrita a uma região do Rio Grande do Sul, mas em diversos locais: em Gentil, no Norte gaúcho, um cavalo morreu e uma família ficou impedida de sair de casa devido a um ataque de abelhas, na última quinta-feira.
Em Jóia, também nesta semana, um enxame cobriu o para-brisa de um automóvel no interior do município e causaram o capotamento do veículo. Na Capital, um enxame causou preocupação no final do ano passado, na Praça Otávio Rocha, no Centro Histórico. Segundo o chefe da Comunicação Social do CBMRS, capitão Daniel Suchy, ocorrências envolvendo insetos, principalmente abelhas, são comuns no âmbito da corporação.
“Devido à importância destes animais no meio ambiente, o CBMRS apenas faz o extermínio quando eles estiverem oferecendo risco à população, atacando uma escola ou residência, por exemplo. houver riscos, a recomendação é que seja contatado um apicultor, que é o profissional que lida com estes insetos e pode tomar as medidas cabíveis”, salientou ele. Em caso de ataque, diz o capitão, a orientação é correr e procurar abrigo em um lugar seguro, como dentro de um carro, por exemplo.
“Quando houver enxame, também é importante fugir; nunca atacar as abelhas”, observou Suchy. Já em caso de picada, recomenda-se que o ferrão seja retirado com cuidado, com atenção para que não seja injetado mais profundamente na pele, e o local da lesão seja lavado com água e resfriado com gelo. “Na maior parte das vezes, não é necessário atendimento médico, porém se a dor não passar ou se a vítima apresentar sintomas alérgicos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde”, comentou Suchy.
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